segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Sites sobre a Chapada Diamantina
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http://www.destinochapada.com.br/
http://www.guialencois.com.br
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Relato da viagem realizada entre 01 e 04 de maio de 2008
Infelizmente tudo não foi maravilhoso como deveria ser, os donos das vans, deixaram a gente na fazenda e com raiva do percurso que eles fizeram, pegaram as vans e subiram uma ladeira que dava acesso a fazenda, fazendo com que o grupo depois de tudo (trilha e almoço), andasse por cerca de meia hora subindo uma ladeira que não tinha mais fim. Ficamos com bastante raiva e cara feia com os motoristas, mas como era apenas o primeiro dia, tivemos que fazer a média, para que os outros dias fossem melhores.
Sexta-feira, 02 de maio de 2008, depois de descansar bastante durante a noite fomos para o roteiro das grutas. Visitamos primeiro a Gruta da Torrinha, uma gruta muito linda, com lugares estreitos e baixos, salões enormes com várias formações de estalactites e estalagmites. Na minha opinião é um dos lugares mais lindos da Chapada. Após sairmos da Torrinha, fomos para Fazenda Pratinha, outro lugar perfeito, que possui uma lagoa muito bonita de água transparente, além de uma pequena gruta onde os turistas mergulham no escuro com ajuda de um guia da fazenda, lanterna, colete e equipamentos de mergulho. Na mesma fazenda existe a Gruta Azul, que infelizmente desta vez não deu tempo de visitar, já que iríamos ver o pôr-do-sol em cima do Morro do Pai Inácio. Chegamos ao mesmo às 17h15min, a entrada só era permitida até as 17h, mas como o guia era bastante conhecido, conseguimos subir o Morro para ver o pôr-do-sol, fazia frio, ficamos cerca de 40 minutos e quando começou a escurecer, pegamos o caminho da descida para o carro, pegando uma parte ainda no escuro.
Sábado, 03 de maio de 2008, após chover durante a noite, como já era previsto decidimos ir até a Cachoeira do Sossego, 7 km de caminhada partindo da cidade de Lençóis. A decisão foi tomada pela maioria do grupo após uma votação, pois o guia “Mil” nos alertou que as pedras poderiam está escorregadias, o que dificultaria bastante nossa caminhada, já que metade do percurso seria realizado nas pedras que ficam nas margens e dentro do rio. Partimos + ou – 9h da manhã da pousada e depois de 3horas e meia chegamos à cachoeira. No meio do caminho Alysson e Beatriz desistiram, pois chovia e eles acharam por melhor ficar. Após ficar na cachoeira por cerca de 1h, nos preparávamos para voltar quando o Mil notou que a vazão da cachoeira havia aumentado e muito, o rio encheu cerca de meio metro, o que dificultou bastante a nossa volta. Por certo momento, achamos que iríamos dormir na beira do rio, pois havia correnteza e não víamos por onde passar, foi quando o Mil depois de estudar o terreno, tirou a corda que levava na bolsa e escolheu os melhores lugares para que o grupo atravessasse. Todos nós estávamos apreensivos, pois nunca tínhamos passado por nada parecido.
Saímos da cachoeira por volta das 14h e um percurso que demoraria de 3 à 4h, gastamos cerca de 6h, chegando a Lençóis às 20h. Tivemos muita sorte por ter atravessado a parte do rio antes do escurecer, deixando a parte da mata para o anoitecer. Nunca vi o céu tão estrelado na minha vida, muito bonito. Tínhamos apenas 02 lanternas para um grupo de 25 pessoas e o que nos ajudou foram às luzes das digitais que serviram de lanternas improvisadas, além de um grupo de guias que foram avisados na associação por um outro guia que havia saído da cachoeira pouco antes da gente e que deve ter passado por dificuldades junto ao casal de turistas que ele guiava. Já passava das 19h quando nos deparamos com os guias no meio da mata, eles estavam com lanternas e nos ajudaram a andar mais rápido, pois as “lanternas improvisadas” não possuíam um bom alcance para um grupo tão grande.
Ao chegarmos em Lençóis, agradecemos a Deus rezando um Pai Nosso e uma Ave Maria. Foi um alivio enorme e depois de muita apreensão, cansaço e fome, tomamos um banho e fomos jantar, foi quando começamos a contar o que cada um havia passado uns para os outros. Histórias que ficarão marcadas para o resto de nossas vidas. Apesar de tudo, todos adoraram.
Domingo, 04 de maio de 2008, infelizmente era o dia de partirmos, mas antes disso não poderíamos perder um dia precioso na Chapada, tomamos café na pousada, nos despedimos da Rosa e do Mil (donos da pousada) e fomos em direção ao Mucugezinho e Poço do Diabo. Levamos as bagagens já para não ter que voltar a Lençóis. Outro lugar bastante bonito, onde os turistas que querem, praticam a tirolesa. Passamos parte da manhã no Poço do Diabo e depois do almoço seguimos caminho de volta a nossa querida Alagoas. Chegamos em casa por volta de meia noite, muito cansado, mais agradecidos por uma viagem tão fantástica a um dos lugares mais bonitos do Brasil.
Fizeram parte da viagem, eu (Hermane), Luciano, Alysson, Beatriz, Nikelly, Elessandra, Marcos, Poliana, Uelma, Paulo, Paulinho, Alexandre, Jayanna. Lyvia, Wemerson, Patrícia, Milkle, Vanessa, Juliano, Ana Lúcia, Fabiano, Nalva, Tony, Cíntia, Francisco, D. Maria Célia e os motoristas Zé e Jeilson.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Gruta da Torrinha
Estalactite: forma-se a partir de gotas vindas do teto. Antes da queda, a solução libera calcita, um tipo de mineral, que se precipita à sua volta em forma de anel. Sucessivamente, novas gotas depositam outros anéis. Essas sobreposições de anéis produzem uma forma de canudo alongada em direção ao piso.
Estalagmite: a água que goteja das estalactites, ou diretamente do teto da caverna, precipita a calcita sob a forma de lâminas ao atingir o piso da caverna. Por meio da superposição de lâminas crônicas, formam-se as estalagmites, que crescem do piso ao teto.
Flor de aragonita: cresce a partir de um centro de cristais aciculares de aragonita, ou seja, que têm forma de agulha. A formação dá origem a arranjos que lembram flores, daí o nome. Este tipo de espeleotema é considerado raro.
Agulha de gipsita: formada pela precipitação de sulfato de cálcio (CaSO4). Na Caverna Torrinha, as agulhas de gipsita estão entre placas de argila desidratas ao longo do tempo.
Cortina: são formadas quando há superposição de “rastros” ou “linhas” de mineral precipitado. Ocorrem a partir de gotas que escorrem ao longo de tetos inclinados.
Helictite: formado a partir da precipitação de carbonato de cálcio (CaCO3) em paredes, tetos ou sobre espeleotemas previamente formados. A direção assuminda pele helictite é controlada pela força de cristalização do mineral, o que explica a grande variedade de formas.
Gruta Lapa Doce








Pratinha e Gruta Azul
Morro do Pai Inácio
Mucugezinho e Poço do Diabo
Ribeirão do Meio e Cachoeira do Sossego
A trilha para a cachoeira do Sossego é puxada e quem a faz pela primeira vez deve ir com guia. São 7 km de caminhada, por cerca de três horas, e a principal dificuldade são os desvios. Em determinado momento, a trilha aberta por garimpeiros termina e é preciso seguir pelo leito do Ribeirão. A vista da cachoeira do Sossego é recompensadora. A primeira queda tem cerca de 15 metros e um belo poço de águas escuras “convida” para um mergulho. O ideal é partir de Lençóis bem cedo para aproveitar com mais tranquilidade e segurança a cachoeira. Não apenas a queda, mas também o caminho merece a atenção dos visitantes. Grande parte do tempo caminha-se em um vale entre paredões de estrutura sedimentar e, num determinado trecho, vê-se um “S” formado na rocha pela movimentação das camadas. Segundo os geólogos Carlos César Uchôa de Lima e Marjorie Csekö Nolasco, autores do livro “Lençóis, Uma Ponte Entre a Geologia e o Homem”, isso acontece devido à pressão das rochas, tanto de cima para baixo quanto das laterais, em um fenômeno cujo resultado é chamado de falha. As camadas próximas dessas falhas “se dobram” durante o deslocamento dos blocos e assumem diferentes aspectos, como esse “S”. Como parte da trilha do Sossego é percorrida pelo leito do rio, evite fazer o passeio se tiver chovido muito nos dias anteriores ou no próprio dia.
Fonte: Folha Online
Lençóis





















